quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A tradição do vinho vem de tempos antigos....


Antes de existirem adegas cooperativas, os agricultores faziam o vinho nos seus lagares e cada um o guardava na sua adega. As uvas eram transportadas em pipas e carros de bois até aos lagares. Aí as mulheres enchiam gamelas (vasilhas de madeira) e despejavam as uvas no lagar, onde eram pisadas pelo pé ou braço dos homens e espremidas pela prensa. Deixava-se ferver o mosto ainda dentro do lagar. Três ou quatro dias depois saía o vinho para as pipas já untadas com sebo. A adega só recebia luz da porta para que estivesse sempre fresca e o vinho se conservasse com todas as suas qualidades. Depois de cheias as pipas e lavado o lagar guardava-se o bagaço nas tulhas, bagaço que mais tarde era transformado em aguardente. Durante alguns dias o responsável pela adega inspeccionava as pipas para se certificar de que não deixavam sair líquido. O bagaço era levado para as alquitarras (utensílios de produção de aguardente) que tinham um pote onde se colocava o bagaço e uma cabeça que levava a água fria de modo a permitir a condensação do vapor produzido pelo aquecimento do bagaço. A aguardente escorria pelo cano para um recipiente.
A altura em que se faz aguardente é Outubro e Novembro. Depois de extraída a aguardente, o bagaço serve para adubar as terras e alimentar os animais. ´
É assim a tradição por Terras da Beira que as gentes locais continuam a dar continuidade a esta actividade, com a introdução de alguma tecnologia nalgumas famílias!
A Associação de Desenvolvimento Local Terras da Beira pretende dar continuidade a esta arte do saber-fazer com o desenvolvimento de um tour turístico que incide sobre esta temática: as Vindimas.

1 comentário:

  1. Temos que concordar que é na tradição que está o verdadeiro saber e sabor de um belo vinho. A beira alta tem bons vinhos e com a forma artesanal ainda fica mais apuradinho. Força continuem ....eu sempre que passar por aí provo sempre uma pinguinha!

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