O turismo é uma indústria que se serve de recursos naturais e de recursos criados pelo homem entre estes os recursos culturais. Tratando-se de um sistema dinâmico, o turismo actua sobre os recursos que lhe servem de suporte, desenvolvendo-os, alterando-os, modificando-os e, por vezes destruindo-os. Os resultados destas interacções designam-se por impactes do turismo. Estes podem ser positivos ou negativos, e visíveis a curto e/ou a médio e longo prazo. Deve-se compreender também que o turismo se desenvolve de maneira diferente consoante os agentes que nele intervêm (procura, oferta, intermediários, território), pelo que modelos de desenvolvimento turístico similares, aplicados em regiões diferentes podem dar lugar a impactes muito distinto. Por outras palavras, as recomendações turísticas sob a forma de "receitas turísticas" são falíveis.
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011
segunda-feira, 11 de julho de 2011
II - Colóquio Internacional: Património, Turismo e Desenvolvimento
No próximo dia 19 de Julho vai decorrer na cidade de Mêda no Auditório da Casa Municipal da Cultura, sobre a temática "Património, Turismo e Desenvolvimento", com diferentes abordagens: A Cultura e o Desenvolvimento Regional, O Papel do Património Arqueológico nos Projectos de Desenvolvimento, Os Museus e o Turismo nas Políticas Públicas.
Um momento de excelência para o debate e reflexão entre os diversos intervenientes deste evento e público-alvo, nomeadamente, formadores, investigadores, profissionais da administração de bens culturais, empresas de gestão e agentes políticos visualizando o património como uma área de estratégia para o desenvolvimento local e regional.
Esta iniciativa do Instituto Piaget em parceria com a Câmara Municipal de Mêda.
terça-feira, 22 de março de 2011
Turismo Rural VS Desenvolvimento Rural
O Turismo Rural constitui, quando bem estruturado, uma actividade de considerável importância no desenvolvimento económico e social do país, que se quer cada vez mais forte e coesa, com reflexos visíveis ao nível do desenvolvimento local.
O Turismo Rural apresenta-se, também, como uma óptima contribuição no combate ao êxodo rural, um fenómeno que constitui um flagelo para a desertificação do Interior e meios não urbanos.
O desenvolvimento do Turismo Rural, constitui para os municípios do interior, sobretudo os de montanha, sendo áreas deprimidas ou fragilizadas, uma oportunidade importante como forma de estabilizar, criar empregos e conseguir a revitalização da economia local pela potenciação de um conjunto de serviços que, directa ou indirectamente, são accionados, como alojamento, o comércio tradicional, o artesanato e a gastronomia.
Pode-se, assim, afirmar que o turismo rural não só é um contributo para a qualidade de vida das populações urbanas, mas também uma possibilidade para a sobrevivência de determinadas zonas rurais. As políticas de desenvolvimento rural assumem um papel fundamental no progresso coerente e sustentável das zonas rurais.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Práticas e lugares....
O turismo, forma de ocupação dos tempos livres, tempos libertos do trabalho, dos cuidados pessoais e das obrigações familiares e sociais, é hoje considerado um direito, quase uma necessidade básica, vital, entre as populações do mundo ocidental desenvolvido. Estas dispõem para tal de níveis de rendimentos elevados, tempos de trabalhos reduzidos, férias anuais e feriados pagos, por vezes também subsídios de férias, facilidades de deslocação e de circulação, segurança social, acesso a informação e a ofertas turísticas múltiplas e diversas. Por outro lado, tais populações são portadoras de valores culturais de liberdade individual, de democratização, de "direito à preguiça", ao repouso e ao prazer, de encontro com o Outro e reencontro consigo próprias, de realização pessoal, de descanso, recreio, evasão, animação e até mesmo de sonho e ilusão, de aventura, de busca do tido como autêntico , insólito, único....e, também, direito de vazio, de isolamento e solidão, mesmo se no meio de multidões desconhecidas e anónimas.
O turismo exprime, com efeito, uma nova relação com o tempo, com o espaço, com os lugares e com o corpo, novas estruturas e relações sociais, essencialmente efémeras, novas liberdades, incluindo a de escolha dos lugares de vida, mesmo se temporários. Assim se criam novas oportunidades regionais e locais e se alimentam novas dinâmicas de desenvolvimento.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Conferência Temática

A direcção da Associação de Desenvolvimento Local Terras da Beira convida todos os interessados para a conferência temática, a realizar no dia 28 de Novembro, pelas 15:30, no Salão da Junta de Freguesia de Marialva.
A sessão contará com a presença da Socióloga Paula Reis (Universidade de Évora), que irá proferir a apresentação de um estudo científico levado a cabo durante o ano de 2009 e 2010, intitulado "Turismo, um caminho para o Desenvolvimento Local" - Circuitos Turísticos nas Aldeias Históricas de Portugal de Trancoso e Marialva.
sábado, 13 de novembro de 2010
O aproveitamento alternativo dos espaços rurais e naturais
Os espaços rurais apresentam hoje sinais evidentes de profunda mutação. Por entre a morte anunciada de muitos dos sistemas produtivos tradicionais, surgem novas utilizações para os espaços mais ou menos desprovidos de gentes, mas onde despontam novas oportunidades. E isto quer se considerem os mecanismos de salvaguarda do património natural e construído que constituem as paisagens rurais, quer se considerem as oportunidades de negócio que vão surgindo aqui e ali para, precisamente, aproveitar aquelas paisagens e a cultura que lhes está subjacente.
Nestes espaços rurais considera-se também incluído os designados espaços naturais, que deles são parte integrante. No seu estado mais puro, há muito que os espaços naturais deixaram de existir nos países desenvolvidos, sentindo-se hoje a influência da intervenção humana um pouco por todos os territórios, directa ou indirectamente. Na realidade, trata-se de áreas que importa proteger e conservar, já pela sua maior sensibilidade, já pelo património natural e paisagístico que ainda conservam. É a este conjunto que chamamos de espaços rurais e naturais. Nos últimos anos, têm-se multiplicado sobre estes espaços diversas experiências de actividades turísticas, mais ou menos bem sucedidas. Todavia, são muito mais as expectativas geradas nos responsáveis locais relativamente às possibilidades de desenvolvimento, tendo como força motriz este tipo de actividades. O turismo tem vindo a ser apresentado como a "porta de saída" para o desenvolvimento sócio económico de vastas regiões deprimidas.
sábado, 6 de novembro de 2010
Turismo em espaços rurais e naturais
A procura turística em espaços rurais multiplica-se sucessivamente, ano após ano, em diversos formatos. Nuns casos verifica-se a conquista dos valores culturais e naturais existentes, e a adaptação da procura à oferta autóctone, mais ou menos valorizada. Noutros observa-se a transformação do território, para responder a modelos estereotipados, que ficam bem, ou mal, em qualquer lado. São dois modelos, entre outros, que poderão ter objectivos de desenvolvimento turístico distintos, mas que tipicamente respondem a estratégias de desenvolvimento diferentes.
É preciso discutir o que se quer e apontar pistas e caminhos que valorizem o potencial turístico oferecido pelos espaços rurais e naturais de Portugal, ainda tão cheio de oportunidades, mas também tão ameaçado pelos mais diversos riscos: de intervenção acelerada ou abandono chocante. A importância da potenciação turística destes espaços reside a todos os níveis e poderá satisfazer todas as vertentes de sustentabilidade: ambiental, social, económica.
Torna-se indiscutível o potencial do turismo como actividade económica no percurso da sustentabilidade dos espaços rurais e naturais!
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Representações e visões acerca do turismo para o desenvolvimento rural
Por razões de ordem estrutura e, acima de tudo, por falta de empenho político, vastos territórios rurais de todo o interior do país foram sistematicamente deixados à margem, excluídos das agendas e das dinâmicas de desenvolvimento concretizadas ao longo da segunda metade do século passado, e convertidos em meros reservatórios de recursos materiais, recrutados/recrutáveis para sustentar os processos de crescimento económico de sede urbana e litoral.
Em consequência, o declínio instalou-se, criou raízes, autoalimenta-se e a grande maioria dos territórios rurais acha-se, actualmente, convertida em lugares de vida e de trabalho indesejáveis e inviáveis.
Nas várias e exaustivas causas, contornos e consequências, o percurso descendente destes territórios vem , um tanto paradoxalmente, coincidindo com um movimento ascensional de revalorização dos mesmo, por parte da sociedade urbana em geral e, mais em especial por parte de alguns dos seus sectores mais relevantes e afluentes.
Orientado, fundamentalmente, para recursos não materiais presentes nestes territórios - estética das paisagens, bens ambientais e de Natureza, segurança, tranquilidade, tradições e modos de vida, entre outros - este movimento, também ele já largamente analisado, está, no dizer de alguns observadores, a "pôr os meios rurais de moda", elevando-os à categoria de "espaços de desejo", um desejo que se vem corporizando numa crescente eleição dos mesmos como destinos de férias, de lazer e de turismo, como locais de residência secundária, e assim os transformando em "objecto novedoso de consumo"!
As tendências emergentes de revalorização do rural e do natural animam, por sua vez, a formação e o fortalecimento da convicção de que o turismo pode constituir um instrumento eficaz para se lograr a revitalização e a recomposição dos territórios em depressão, dois objectivos assumidos, hoje, como imperativos, face à urgente necessidade de repor equilíbrios de ordem física e social, vitais para o presente e, mais ainda, para o futuro da sociedade.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Turismo e a sustentabilidade das áreas rurais: O caso do Inteiror das Beiras

Actualmente, os agentes públicos e privados no desenvolvimento do território rural de Portugal colocam muitas expectativas nos contributos do turismo para a concretização deste objectivo. Porém, tem-se reflectido muito pouco nas condições de base necessárias para garantir a viabilidade do desenvolvimento do turismo em espaços rurais e naturais. O despovoamento, o abandono das actividades agrárias tradicionais sem alternativas, o estado descaracterizado e degradado das paisagens com a consequente e cada vez mais grave recorrência de fogos florestais, como é o caso da maior parte das regiões do interior das Beiras, inviabiliza, nos territórios com estas caracteristicas, qualquer processo de desenvolvimento turístico sustentado, problema que tem de encontrar as soluções adequadas.
Se não é viável promover o turismo numa situação tão degradada da paisagem dos espaços rurais e naturais, então estamos, em termos de desenvolvimento, perante um círculo vicioso que é imperioso reconhecer e denunciar, pois o não reconhecimento de um problema nunca permitirá a sua resolução.
A promoção do turismo nestes espaços só será possível após a diminuição drástica da ameaça dos fogos florestais e da ocorrência dos grandes incêndios e depois de feita a recuperação dos valores naturais e das paisagens, em especial as que enquadram os equipamentos turísticos, os sítios com maiores potencialidades em património construído e natural, bem como os respectivos acessos.
domingo, 25 de abril de 2010
Casamento do turismo & desenvolvimento

O contacto com as entidades do poder local da minha região, nos últimos anos, leva-me a expor e destacar o frequente registo que o casamento do turismo com o desenvolvimento e a presunção do mesmo como o casamento ideal, que segundo os principais agentes das entidades, anunciam que tem tudo para dar certo, o que vêm ganhando no universo verbal dos responsáveis da administração pública local a par do exemplo que se regista a outros níveis - regional, nacional e comunitário respectivamente.
Vive-se numa atmosfera generalizada e elevada confiança que permeia o discurso dos autarcas sobre as virtualidades do turismo para alcançar a superação dos muitos e graves problemas com que a região no seu todo e cada um dos seus concelhos em concreto se enfrentam. A tal ponto, que poucos são, hoje, os que se atrevem a visualizar futuros de desenvolvimento local que não tinham por turbina, por locomotiva, o turismo, menos ainda os que concebem à revelia deste.
A preferência pelo turismo declarada pelos autarcas tem, aliás, vindo a constituir-se num dos denominadores mais comuns do discurso e da prática dos autarcas portugueses, em especial dos das regiões do interior. Fico ainda mais incrédula quando estes agentes confundem entre recurso, isto é, entre matéria-prima, e produto turístico. Com efeito, nas nossas conversas a generalidade dos autarcas identifica muitos recursos, muitas possibilidades, mas nem todos parecem ter claro o quê e como fazer para converter esses recursos num produto turístico definido.
sábado, 24 de abril de 2010
Que caminhos...???
Por questões de ordem estrutural e, acima de tudo, por falta de empenho político, vastos territórios rurais de todo o interior foram deixados à margem, excluídos das agendas e das dinâmicas de desenvolvimento concretizadas ao longo dos últimos anos, e convertidos em meros reservatórios de recursos materiais, recrutados/recrutáveis para sustentar os processos de crescimento económico de sede urbana e litoral.
As tendências emergentes de revalorização do rural e do natural animam, por sua vez, a formação e o fortalecimento da convicção de que o turismo pode constituir um instrumento eficaz para se lograr a revitalização e a recomposição dos territórios em depressão.
Será que podemos ir pelo turismo?
sábado, 28 de novembro de 2009
Turismo vs revitalização dos espaços rurais
A revalorização actual dos espaços rurais, nas perspectivas ambiental e cultural, insere-se numa nova concepção daqueles espaços enquanto patrimónios multifuncionais e intergeracionais, que articulam as funções produtivas com funções culturais, ambientais, recreativas, pedagógicas e simbólicas. Este processo de patrimonialização do mundo rural relaciona-se não só com a relevância das temáticas da protecção da natureza e da paisagem, mas também com as actuais dinâmicas de valorização dos patrimónios históricos e culturais, enquanto eixos privilegiados para a valorização das memórias e identidades locais. Por conseguinte, é no interior deste quadro conceptual que se poderá compreender a patrimonialização do saber-fazer e das identidades locais e a sua introdução nas estratégias de desenvolvimento local e regional. A própria noção de património rural inclui uma nova valorização das suas componentes sociais e culturais, onde se articulam cultura e preservação do ambiente e da paisagem com pedagogia e formação das gerações mais jovens. Uma estratégia que em termos estratégicos, e de acordo com uma perspectiva de desenvolvimento integrado, estas novas dinâmicas de territorialização do lazer podem desencadear processos sustentáveis de revitalização local. Sem esquecer que esta visão articulada deverá cruzar e integrar, nas estratégias de desenvolvimento, as necessidades e expectativas das populações locais, além de contribuir para a atracção de visitantes, mas também por consequente melhoria do rendimento das populações e para a sua fixação no local, nomeadamente as camadas jovens.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Turismo e Desenvolvimento Local
(...) não é o turismo que permite o desenvolvimento, mas o desenvolvimento (....) que torna o turismo rentável".
Foi assim que Ascher (1984) traçou a relação entre turismo e desenvolvimento local. Sendo que para compreender o turismo no contexto da sociedade global, é preciso examiná-lo não apenas como fenómeno social mas, sobretudo, como um "produto".
Contudo, o fenómeno turístico, aliás como em todos os aspectos da sociedade do século XXI, está em profunda mudança. E as grandes mudanças do turismo de hoje, implicam, reforçam, pelo lado da oferta, o aparecimento de novos modelo(s) turístico(s) alternativo(s), culminando naquilo que autores (Trzyrna, 1995) classificam de lógica da sustentabilidade.
Definido como processo de mudança social e de elevação das oportunidades presentes da sociedade, sem comprometer a capacidade das gerações futuras verem atendidas as suas próprias necessidades, o desenvolvimento sustentável requer a compatibilização , no tempo e no espaço, entre crescimento, eficiência económica, conservação ambiental, qualidade de vida e equidade social.
Um desafio que as populações locais enfrentam, dispondo actualmente de um conjunto de instrumentos onde a tradição materializada pelas especificidades locais e a inovação, produto do partenariado local com os poderes públicos e a comunidade científica, se torna hoje possível, pela profunda alteração do perfil dos visitantes em curso.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
A tradição do vinho vem de tempos antigos....

Antes de existirem adegas cooperativas, os agricultores faziam o vinho nos seus lagares e cada um o guardava na sua adega. As uvas eram transportadas em pipas e carros de bois até aos lagares. Aí as mulheres enchiam gamelas (vasilhas de madeira) e despejavam as uvas no lagar, onde eram pisadas pelo pé ou braço dos homens e espremidas pela prensa. Deixava-se ferver o mosto ainda dentro do lagar. Três ou quatro dias depois saía o vinho para as pipas já untadas com sebo. A adega só recebia luz da porta para que estivesse sempre fresca e o vinho se conservasse com todas as suas qualidades. Depois de cheias as pipas e lavado o lagar guardava-se o bagaço nas tulhas, bagaço que mais tarde era transformado em aguardente. Durante alguns dias o responsável pela adega inspeccionava as pipas para se certificar de que não deixavam sair líquido. O bagaço era levado para as alquitarras (utensílios de produção de aguardente) que tinham um pote onde se colocava o bagaço e uma cabeça que levava a água fria de modo a permitir a condensação do vapor produzido pelo aquecimento do bagaço. A aguardente escorria pelo cano para um recipiente.
A altura em que se faz aguardente é Outubro e Novembro. Depois de extraída a aguardente, o bagaço serve para adubar as terras e alimentar os animais. ´
É assim a tradição por Terras da Beira que as gentes locais continuam a dar continuidade a esta actividade, com a introdução de alguma tecnologia nalgumas famílias!
A Associação de Desenvolvimento Local Terras da Beira pretende dar continuidade a esta arte do saber-fazer com o desenvolvimento de um tour turístico que incide sobre esta temática: as Vindimas.
domingo, 6 de setembro de 2009
Turismo e desenvolvimento regional
Hoje em dia, entende-se o turismo como uma actividade sociocultural, ambiental, política e económica, que garante o desenvolvimento e a sustentabilidade das populações, com impactos quer positivos quer negativos nas mesmas. Mas, a relação entre "turismo e desenvolvimento" é bastante conturbada se reflectirmos, principalmente, no conceito de sustentabilidade.
A actividade turística, no meio rural, tem sido apontada como "tábua de salvação" económica e mesmo social deste território. O turismo é visto como uma actividade prioritária para salvar o mundo rural e o mesmo acontece com a animação turística.
Mas, o território rural está deserto, sem gente, com campos agrícolas abandonados, parece-me, por isso, necessária uma maior reflexão sobre o papel do turismo no desenvolvimento rural. Adoptar uma visão integrada e multidireccional e sobretudo é necessário que se faça planificação e que ela seja participativa.
Para alcançar o desenvolvimento sustentável das populações rurais, é necessário compreender o turismo rural. Ora, a adequada compreensão do turismo rural em toda a sua extensão, obriga analisar previamente as características dos espaços que acolhem esta actividade pois, da especificidade de cada espaço rural, é que surgirão as potencialidades e atributos do desenvolvimento turístico assim como , os factores críticos e impactos positivos e negativos desse desenvolvimento.
Apesar da multiplicidade dos territórios rurais, cada território rural é único, cada qual tem a sua estrutura nos núcleos de povoamento, formas de cultivo das terras, recursos naturais e culturais próprios. Na verdade, as condicionantes geográficas, económicas e sociais que ocorreram ao longo dos tempos, originaram sociedades rurais com identidade própria, depositárias de valores e manifestações tradicionais e culturais singulares que é necessário respeitar para lhe garantir sustentabilidade.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Que o impossível se torne provável!

É assim que muitos dos estudiosos encaram a animação turística como animaçao sociocultural. A relação entre turismo e animação turística tem um cunho marcadamente mercantilista, como seja, a necessidade do mercado turístico em ocupar o tempo de estadia do turista, distender a duração da estadia e fidelizar o turista.
Além disso a animação turística, seja, ao nível dos hotéis, casas de TER, por empresas específicas ou pelas comunidades receptoras de turistas, tem outra dimensão que é a possibilidade de criar um espaço de enriquecimento intercultural, entre locais e visitantes.
Isto implica que os principais agentes encarem a animação não só como um simples negócio turístico, mas também como uma oportunidade de intercâmbio que contribui para o entendimento mútuo entre pessoas vindas de diferentes universos sociais e culturais.
Perante ao exposto, entendemos que a animação turística deve ser entendida como um dos âmbitos de animação sociocultural, tendo como filosofia, fundamento da acção, a comunidade residente receptora que,no acto da relação e da partilha, se apresenta em toda a plenitude do seu ser, evidenciando e partilhando com o outro o seu saber e saber fazer, sabendo estar, aprendendo juntos.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Pela primeira vez....

Portugal tem um plano transversal a médio e longo prazo. Como todos sabemos, o planeamento e a estratégia são fundamentais para a concretização de objectivos. O planeamento assume-se na actualidade como um esforço de regulação a médio prazo de um sistema social e pode ser definido como uma actividade mediante a qual determinada sociedade, através de vários actores e órgãos competentes, procura controlar e modificar deliberadamente o seu futuro colectivo com o uso de determinadas técnicas de acção social.
O turismo assume um enorme peso para a dinâmica da economia portuguesa, um sector bastante competitivo. Face a este cenário de ascensão, Portugal precisava, de um plano estratégico para este sector.
O Plano Estratégico Nacional de Turismo (PENT) traduz essa estratégia, em que define a base nas vantagens do país e no potencial da procura internacional, um leque de 10 produtos estratégicos: sol e mar, turismo de negócios, touring cultural e paisagístico, golfe, city breaks, saúde e bem-estar, turismo náutico, gastronomia e vinhos, turismo residencial e turismo de natureza. Acima de tudo é uma aposta em vectores diferenciadores que podem traduzir a vantagem de Portugal face a outros destinos concorrentes. Uma aposta que passa pelo desenvolvimento de 6 novos pólos turísticos: Douro, Serra da Estrela, Oeste, Alqueva, Litoral Alentejano, Porto Santo e Açores (pólo-região que se encontra uma fase estratégia mais avançada). O PENT visa dar a estas novas centralidades turísticas, abrir portas ao turismo, dar relevância turística, a locais e regiões com enormes potencialidades, mas que se encontravam subaproveitadas. A visão de que a realidade turística apenas se restringe ao Algarve e Madeira é uma ideia totalmente errada, pois os novos pólos são actualmente reconhecidos interna e externamente, como destinos turísticos com uma oferta diferente, qualificada e competitiva.
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