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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Sustentabilidade nos espaços rurais e naturais

Os espaços rurais caracterizam-se em geral por disporem de um interessante capital de recursos naturais e culturais que oferecem múltiplas oportunidades de utilização. O facto de existir diversidade e multiplicidade de oportunidades define, à partida condições propícias para um percurso de sustentabilidade. Para isso é necessário apostar na geração de actividades que se propiciem mutuamente. O risco estará nas incompatibilidade não estimadas, entre as actividades e os recursos ou entre diferentes actividades, pondo em causa a sustentabilidade dos percursos de desenvolvimento e, consequentemente, o percurso para a sustentabilidade.
Os atributos dos recursos naturais e culturais são em geral função da sua génese e da sua utilidade para fins específicos. Na génese estão incluídos factores diversos de localização e de caracterização estrutural e dinâmica. A utilidade considera-se sobretudo em relação ao valor que os recursos representam para as actividades humanas, nas suas várias vertentes.
Esta diversidade funcional dos espaços rurais, fundada no capital de recursos naturais e culturais com um potencial de utilização múltipla, é uma vantagem e uma oportunidade dos espaços rurais recentemente re-encontrada, e que se demonstra particularmente interessante do ponto de vista do turismo.
Embora, a oferta nacional esteja ainda longe de acompanhar a procura potencial, ou mesmo de a antecipar, em particular de mercados ainda não explorados, a observação das tendências mundiais demonstra que se trata de um mercado turístico diferente, com maiores exigências de qualidade e também com capacidade e disponibilidade para pagar essa mesma qualidade.
A sustentabilidade desta oportunidade turística no espaço rural depende de como se irá conceber este tipo de turismo e o que se irá fazer para o incentivar, o promover e o consolidar-

domingo, 5 de setembro de 2010

Da área ardida à reflorestação


A área ardida todos os anos vai aumentando, ficando sem utilização áreas cada vez maiores de solos com aptidão florestal. De facto, quanto à floresta privada, os incêndios já são aceites como uma calamidade quase natural. Os proprietários florestais, sem qualquer apoio, deixam cair os braços perante a desgraça e, por si só, não metem mãos à obra de reflorestar as áreas ardidas. Antes da reflorestação ainda se põe a questão das madeiras ardida, dos salvados. O que acontece é que, regra geral, a madeira ardida, que não perde praticamente valor comercial se for logo cortada, é mal vendida a madeireiros que se aproveitam da situação.

A reflorestação das áreas ardidas no país não está a ser feita a um ritmo razoável. De facto não passou de algumas centenas de hectares que são reflorestadas por ano, enquanto por ano ardem alguns milhares de hectares.

Esta situação é cada vez mais grave, e continua a viver-se nas águas mornas porquanto, mesmo em relação à florestação de solos que têm aptidão florestal, estamos muito atrasados.

A questão que aqui se põe consiste em saber se basta consumir por abate e incêndio a floresta que temos, ou se antes nos devemos preocupar com a gestão do futuro da floresta.

Consumir o presente ou preparar e fazer a gestão do futuro é a resposta que tem de ser rapidamente dada perante tão grave situação.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Cabras usadas na prevenção de incêndios



Foi hoje apresentado na Guarda um projecto que aposta na utilização de cabras para a prevenção de incêndios florestais em territórios transfronteiriços das zonas raianas dos distritos da Guarda, Bragança, Zamora e Salamanca.
A ideia é fazer com que as cabras actuem como "limpadores naturais" dos campos agrícolas abandonados e montes, "deixando livres de vegetação zonas de potencial perigo de incêndio", garantindo a "sustentabilidade social, económica e ambiental".
Serão distribuídas a partir de 2011 por estas áreas rurais 15o mil cabras, que prevê criar 558 postos de trabalho em diversas áreas, desde pastores até comerciais.
Obviamente que surge a pergunta quanto vai custar isso? O Sel-Prevention, assenta num investimento de 48 milhões de euros (investimento dos governos de Portugal e Espanha e por fundos comunitários), com a respectiva criação de uma empresa, que ficará responsável pela distribuição dos caprinos e pela criação de equipamentos que sustentem a rentabilidade económica do projecto. Além disto, está previsto a criação de 12 queijarias, uma central de comercialização, 15 lojas e dois matadouros para abate dos animais (um em Portugal e outro em Espanha), entre outros serviços, visualizando-se receitas anuais de 30 milhões de euros.
Resta esperar pelo momento da distribuição das primeiras cabrinhas pela nossa raia e esperar que elas consigam consumir todo o mato e vegetação que expande nas nossas Beiras e ver o número de incêndios a diminuir.