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domingo, 24 de julho de 2011

Desenvolvimento económico vs turismo

O crescimento do turismo está, profundamente ligado ao crescimento económico e à melhoria das condições de vida e do bem-estar social.

Com efeito, o aumento da riqueza real dos países industrializados na última metade do século XX traduziu-se num progressivo crescimento do número de pessoas que gozam férias, tendência essa que começa a generalizar-se também nos países em desenvolvimento à medida que sobe o rendimento médio per capita.

Naturalmente que as populações dos países em desenvolvimento, à medida que vêem aumentar o seu rendimento disponível, sentir-se -ão tentadas a encetar um certo conjunto de gastos que, por não incidirem na satisfação de necessidades primárias, não constavam anteriormente do seu padrão de consumo. Aí se incluem os gastos em turismo, tal como em outros bens na área do lazer.

Esta tendência passa-se também, numa outra escala, nos países desenvolvidos, onde os acréscimos de rendimento disponível bem como outros efeitos do desenvolvimento económico, tais como o aumento do tempo livre - aumentam o potencial da procura turística.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Praia artificial em Mangualde


Live it Well Events, player nacional no sector da organização de eventos, acaba de inaugurar o seu mais recente projecto – LiveBeach. Uma praia artificial em Mangualde, Portugal é o primeiro País da Europa a avançar com este conceito totalmente diferenciado e ímpar.
As apostas estratégicas da Live it Well passou em fazer o que nunca foi feito e trazer para Portugal conceitos pioneiros e originais. O LiveBeach acabou de concretizar algo à partida impossível: criar uma praia onde não existe.

domingo, 1 de maio de 2011

Recessão económica versus turismo

Portugal encontra-se a passar por uma fase de forte recessão económica, com fortes implicações sociais em termos de desemprego. Crescer, em termos de exportações, aumentar o número de postos de trabalho e modernizar o tecido empresarial, com empresas e organizações modernas, tecnologicamente avançadas e preparadas para os desafios da competitividade, são algumas das áreas com que a economia Portuguesa se vê confrontada.

Neste contexto complicado da economia Portuguesa, o sector do turismo pode vir a desempenhar um papel determinante na alavancagem da economia Portuguesa, e contribuir decisivamente para o seu crescimento económico, desenvolvimento social e modernização do país. O Turismo, devido ao seu papel crucial em termos de aumento das exportações, de interacção social com pessoas de outros países, e devido a ser um sector de "trabalho intensivo" e não de "capital intensivo", pode vir a introduzir uma forte acção de aceleração da economia Portuguesa.

Mas também para que isso aconteça o sector precisa necessariamente de se modernizar, de se tornar nacional e internacionalmente competitivo e ajustado ao novo mercado das "viagens do turismo" que aí se avizinha.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Desenvolvimento e Crescimento

Apesar do conceito de desenvolvimento diferir do de crescimento, as relações entre eles são tão fortes e estreitas que a tarefa de os distinguir acaba, por se tornar, difícil.
Da associação destes dois conceitos, resultou uma consequência, que se traduziu na utilização sistemática de indicadores de crescimento económico para aferir e qualificar o nível de desenvolvimento dos países. Indicadores que por sua vez, ficam muitas das vezes aquém daquilo que é desejável medir, por si próprio o crescimento que do meu ponto de visto é uma medida equívoca de desenvolvimento, indo de encontro com muitos dos estudiosos ao acrescentar que o crescimento é amoral. Pense-se, por exemplo, que tanto, a produção de armas como a de bens de alimentação ou vestuário contam identicamente no cálculo daquele indicador. Tão pouco é possível distinguir entre a produção de bens que se destinam à satisfação imediata das necessidades dos consumidores e a daqueles outros que entram de novo no circuito produtivo e vão servir, a médio ou longo prazo, de multiplicador de riqueza. Mesmo entre os bens de consumo, nenhuma distinção é feita entre os bens que vêm ao encontro de necessidades fundamentais e os que se dirigem antes à satisfação de necessidades consideradas supérfluas ou sumptuárias.
O crescimento, onde ocorreu, foram poucas as vezes que conseguiu resolver os reais problemas sociais urgentes e passou demasiadas vezes ao lado da grande massa da população nos países desenvolvidos. Provocando um acentuar das disparidades económicas, não contribuindo para combater problemas como o desemprego, má nutrição, doença e más condições de trabalho. Afirmando que o crescimento económico tem servido, na maior parte, para agravar problemas e tensões sociais.
Assim, na junção de conceitos, muitas vezes encarados como sinónimos, provieram consequências. Num primeiro ponto, ao considerar o crescimento económico como uma condição suficiente do desenvolvimento, de que dependiam as melhorias de bem-estar da população, a todos os níveis e, num segundo momento, a utilização sistemática de indicadores de crescimento económico, essencialmente o rendimento per capita, para classificação dos países ao nível de desenvolvimento.
Contudo, embora estes dois conceitos partilhem do mesmo objectivo principal – a promoção do bem-estar das populações através da criação de riqueza, são contudo, díspares no que se reporta à forma e aos meios utilizados para o alcançar.
Termino indicando uma das diferenças entre os dois conceitos, pois, partilho da opinião de vários estudiosos que o crescimento é meramente instrumental e só o desenvolvimento é fim.